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Você não é culpado por eu ter te amado, parte de você talvez sim, mas você não é culpado por eu ter gostado, talvez tenha sido tu quem me tenha beijado, talvez assim eu não tivesse sonhado se do teu beijo eu não tivesse gostado .
Talvez se fosse em outro lugar, momento, tu também terias gostado, mas tolo e ingênuo fui eu quem gostou do teu beijo, esperou mais e começou a querer mais…
As expectativas quebram o coração da gente que sente e ama de mais, as expectativas cobram caro para a gente que não tem como pagar a vista aquilo que o olho espreita para o coração que sem logística entrega toda sua emoção, as expectativas que aceitam comoção, em vez de verdade e pés presos ao chão, as expectativas são falha humana que deixa o coração na mão.
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Eu te assustei? Foi isso? Foi o que fez você ir embora sem se despedir, foi o que fez você me ferir com o silêncio? Meu bom dia cheio de intenções caladas no gesto bonito não tranquilizaram sua ansiedade fugiste que em mim cravou fundo a espada da sua ausência, minhas doces palavras e amenas cantadas soaram insistência para a vida de amores fugaz que precocemente desenhaste para o seu futuro?
Sem memórias, sem histórias, sem remorsos correste e para mim fechastes as portas, portas essas que ansioso me coloquei com uma xícara de açúcar, doce como em meus olhos te vi, doce como em meus olhos te senti, mas mesmo depois de poesias, musicas e colo você decidiu me ferir, não por ter de partir, mas por não se despedir…
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Porque você em mim vai insistir se eu sei que não es o amor, sei que mais lá pra frente vais desistir, porque te colocas a porta com doces se apenas pretendes jogar as travessuras? Não é de mim que a tua alma procura, de mim apenas para as tuas feridas buscar a cura.
Tu te apresentas a porta, cheirosa, perfumada como uma rosa, linda e esbelta, profunda como um vaso fingindo oceanos, rindo como louca e teatral para meu poético coração, fingindo ser o amor, vestida de dor, ingenuidade, mocidade e vulnerabilidade mas no fundo consigo sentir a falta de profundidade, as promessas fracas, com tempo falsas, fracas que a penas uma gota de água as apaga, porque insistes me diz, me queres outra vez iludir, se redesenhaste em um modelo novo para de novo me ferir, porque voltas a minha porta se ja ja vais partir, meu coração partir!
Eu já não tenho muitos mais para exibir, meus corações de porcelana enfeitam prateleiras de velhos românticos doentes de amor, cansados de se ferir, minha carne sangra de tanto se ferir, os pedaços de porcelana que insisto em partir para com você compartir me estão a ferir, a cada esperança meu coração volta a bater. Mesmo em pedaços dessincronizados, ávidos e quebrados, por isso te suplico que me deixes no meu canto quebrado, que não me venhas de amor desfaçado, meu peito não é brinquedo, não tem espaço para amar no raso. Te peço não venhas aos bocado.
D’Lnegro