domingo, 3 de maio de 2026

Fragmentado

 P.1

Você não é culpado por eu ter te amado, parte de você talvez sim, mas você não é culpado por eu ter gostado, talvez tenha sido tu quem me tenha beijado, talvez assim eu não tivesse sonhado se do teu beijo eu não tivesse gostado . 

Talvez se fosse em outro lugar, momento, tu também terias gostado, mas tolo e ingênuo fui eu quem gostou do teu beijo, esperou mais e começou a querer mais…

As expectativas quebram o coração da gente que sente e ama de mais, as expectativas cobram caro para a gente que não tem como pagar a vista aquilo que o olho espreita para o coração que sem logística entrega toda sua emoção, as expectativas que aceitam comoção, em vez de verdade e pés  presos ao chão, as expectativas são falha humana que deixa o coração na mão.

P.2 

Eu te assustei? Foi isso? Foi o que fez você ir embora sem se despedir, foi o que fez você me ferir com o silêncio? Meu bom dia cheio de intenções caladas no gesto bonito não tranquilizaram sua ansiedade fugiste que em mim cravou fundo a espada da sua ausência, minhas doces palavras e amenas cantadas soaram insistência para a vida de amores fugaz que precocemente desenhaste para o seu futuro?

Sem memórias, sem histórias, sem remorsos correste e para mim fechastes as portas, portas essas que ansioso me coloquei com uma xícara de açúcar, doce como em meus olhos te vi, doce como em meus olhos te senti, mas mesmo depois de poesias, musicas e colo você decidiu me ferir, não por ter de partir, mas por não se despedir…

P.3

Porque você em mim vai insistir se eu sei que não es o amor, sei que mais lá pra frente vais desistir, porque te colocas a porta com doces se apenas pretendes jogar as travessuras? Não é de mim que a tua alma procura, de mim apenas para as tuas feridas buscar a cura. 

Tu te apresentas a porta, cheirosa, perfumada como uma rosa, linda e esbelta, profunda como um vaso fingindo oceanos, rindo como louca e teatral para meu poético coração, fingindo ser o amor, vestida de dor, ingenuidade, mocidade e vulnerabilidade mas no fundo consigo sentir a falta de profundidade, as promessas fracas, com tempo falsas, fracas que a penas uma gota de água as apaga, porque insistes me diz, me queres outra vez iludir, se redesenhaste em um modelo novo para de novo me ferir, porque voltas a minha porta se ja ja vais partir, meu coração partir!


Eu já não tenho muitos mais para exibir, meus corações de porcelana enfeitam prateleiras de velhos românticos doentes de amor, cansados de se ferir, minha carne sangra  de tanto se ferir, os pedaços de porcelana que insisto em partir para com você compartir me estão a ferir, a cada esperança meu coração volta a bater. Mesmo em pedaços dessincronizados, ávidos e quebrados, por isso te suplico que me deixes no meu canto quebrado, que não me venhas de amor desfaçado, meu peito não é brinquedo, não tem espaço para amar no raso. Te peço não venhas aos bocado.

D’Lnegro 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Quando vai deixar de doer?

 Quando vai passar? Quando não vai doer mais? Quando eu vou ouvir o teu nome sem lembrar do meu? Quando as estrelas irão parar de gritar o teu nome lá do céu? Eu preciso de uma data, preciso que me devolvas o agora que eu dei e você nunca me deu, nunca mereceu, preciso que devolvas o meu o coração que está no meu peito mas grita que é seu, preciso de volta, mas não quero ele com você de volta, não nele, preciso que as músicas parem de me levar pra você e me prender chorando no escuro do quarto como agora em plena meia noite e eu ainda esperando as suas rosas, embora uma nunca rosa e um bela prosa curariam minas feridas que você deixou quando foi embora. Preciso

Saber se um dia o amor vai chegar sem o teu rosto, porque sem você hoje a vida não tem gosto e não consigo esquecer do quanto te gosto, eu evito ouvir o teu nome ou a tua voz só pra não lembrar do teu rosto, te pinto de monstro mas és o amor que eu tanto gosto, o sonho que eu tanto sonho, o desejo que tanto almejo e beijo que desesperadamente espero! Preciso de data pra nao morrer de desespero, de saudades e de medo de não voltar amar, devolva- me o coração que está no meu peito, me liberte desse amor se você não vai voltar, preciso levantar e dançar, já tem outra música a tocar, o calendário virou e não posso mais te esperar…

D’Lnegro

Coração partido

 Se os vidros partissem de dentro para fora…


Se os vidros partissem de dentro para fora talvez você perceberia como Me sinto por dentro, tentando respirar mas me cortando o peito, mostrando por fora o que de mais belo tenho por dentro, força, amizade, consideração e entendendo a tua dor, o meu interior só conhece dor.

se me pudesses definir, vermelho seria a cor, minha carne sangra cortando- se na tentativa de se manter viva.

Se por fora perfeito e intocável é menino de cristal, por dentro chora o menino doce sem nade nem ninguém pra ver, tocar ou comprender, se os vidros quebrarem por dentro e não por fora talvez me pudesses compreender, viver entre cacos descalço tentando não gritar alto, a cada corte mantendo o sorriso, não sendo tão dramático, compreendendo que não foi por mal, as pessoas só não estão atentas as tuas lágrimas apenas as tuas dádivas, mas calma nem tudo é dor para o menino de cristal, ele e o menino de olhos açucarados se reconhecem na dor, recebem de vez em quando almas caridosas com cola papel para os seus cacos. Mas talvez se vissem o vidro quebrar por dentro entenderiam o que carrego no peito.

D’Lnegro

Fragmentado

 P.1 Você não é culpado por eu ter te amado, parte de você talvez sim, mas você não é culpado por eu ter gostado, talvez tenha sido tu quem ...